
Organização e bem-estar em casa: o que revela o estudo 2026 sobre a vida em casa na Suíça
Entrada, closet, despensa, porão, quartos de criança: os números do estudo sobre a vida em casa 2026 lidos por uma arquiteta de interiores, com soluções sob medida.
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Tirar os sapatos, deixar as chaves, respirar fundo: chegar em casa é um pequeno ritual. Mas uma casa só faz bem de verdade quando cada coisa tem o seu lugar. É o que confirma o estudo sobre a vida em casa 2026, realizado pelo instituto Sotomo com 2.410 pessoas na Suíça. Lemos o estudo com o nosso olhar de arquitetas de interiores: veja o que os números revelam, ambiente por ambiente, e como uma boa solução de armazenamento pode responder.
Ordem é uma questão de bem-estar
Para dois terços dos entrevistados (66%), só é possível se sentir bem em casa quando tudo está arrumado e nada está fora do lugar. E não fica só na intenção: 63% dizem que a casa está de fato em ordem no dia a dia. Na Suíça, a ordem não é um ideal inalcançável, é um modo de viver.
É também o que vemos nos nossos projetos. Um interior cheio de coisas chama o olhar o tempo todo, enquanto um espaço livre acalma. Na nossa abordagem baseada em neuroarquitetura, o armazenamento não é um detalhe técnico: faz parte do que torna uma casa tranquila.
Ambiente por ambiente: o que dizem os números e como responder
A entrada, a transição entre a rua e a casa
92% das pessoas começam tirando os sapatos ao chegar em casa, e quase metade troca de roupa, na maioria das vezes por conforto. A entrada é muito mais do que uma passagem: é onde deixamos o dia para trás. Ela merece um projeto de verdade, com um banco para tirar os sapatos, sapateira fechada, armário para casacos, um lugar para as chaves e, quando há espaço, um ponto para carregar o celular.


O closet e a “cadeira de roupas”
58% das pessoas deixam numa cadeira ou poltrona as roupas já usadas que ainda vão vestir de novo, com três a quatro peças em média. Só 11% guardam direto no armário. Em vez de lutar contra esse hábito, nós o prevemos: uma área aberta e ventilada no closet, um cabideiro ou alguns ganchos bem posicionados, e a cadeira some sozinha. Em Chardonne, nosso projeto Rouge reúne closet sob medida, gavetas para joias e lavanderia num mesmo conjunto.



A cozinha e a despensa
A cozinha é o ambiente mais organizado: em 86% das casas, quase todo objeto tem o seu lugar, contra 76% na sala. O ponto fraco é a despensa. Só uma pessoa em cada duas (51%) sabe exatamente o que tem nela, e nas famílias esse número cai para 44%. A resposta é simples: ver tudo de uma vez. Colunas com gavetas corrediças, prateleiras rasas, potes iguais e iluminação interna evitam compras repetidas e desperdício. A separação do lixo também conta: dois terços das pessoas têm um sistema organizado, e entre quem mora de aluguel o lugar mais comum para isso é a cozinha. Lixeiras de reciclagem embutidas sob a pia ou numa coluna própria mudam o dia a dia.

Renata Koglin apresenta a RK Interiors e a sua forma de criar casas onde cada coisa encontra o seu lugar.
A gaveta da bagunça
Três em cada quatro pessoas têm pelo menos uma gaveta da bagunça, e mais de um terço tem várias. Nela ficam sobretudo cabos, carregadores e pilhas (60%), depois material de escritório (41%). Essa gaveta é útil, só precisa de organização. Divisórias, um lugar perto da entrada ou do escritório e uma tomada embutida para carregar os aparelhos fazem dela um verdadeiro ponto de apoio.
Porão, sótão e armários: o armazenamento invisível
A bagunça se esconde onde ninguém vê. O porão é o lugar mais difícil de manter arrumado (29%), à frente do depósito (21%). É lá que 70% das pessoas guardam o que usam pouco. E não é pouca coisa: 79% guardam itens sazonais como esquis ou enfeites de Natal, 74% lembranças e 71% coisas guardadas “para o caso de precisar”. Os armários não ficam atrás: 52% admitem guardar neles coisas que quase nunca usam. E se 55% planejam organizar o porão todo ano, só 38% fazem isso de verdade.
Nossa regra: guardar pela frequência de uso. O que é diário ao alcance da mão, o ocasional no alto ou dentro de um banco, o sazonal no porão ou num sótão aproveitado, com prateleiras resistentes e caixas etiquetadas. Volumes perdidos, embaixo da escada, sob o telhado inclinado ou num nicho, costumam virar os melhores armários da casa.

Quartos de criança: deixar brincar, depois arrumar com facilidade
Com crianças pequenas, a ordem fica em segundo plano: em quase dois terços das famílias com filhos de até 7 anos, a casa costuma estar bagunçada. Entre 7 e 13 anos, quase três em cada quatro famílias discutem pelo menos uma vez por semana por causa dos brinquedos espalhados. A boa notícia: conforme as crianças crescem, a calma volta. Enquanto isso, o armazenamento precisa estar na altura delas: caixas e gavetas baixas que elas mesmas abrem, baús que também servem de assento, um canto de brincar definido na sala e móveis que acompanham a idade. É o espírito do nosso projeto La Vaux em Etoy, dois quartos infantis criados no sótão.


Arrumar junto sem brigar
A arrumação é o principal motivo de desentendimento nas casas suíças: para metade das pessoas, ela gera tensão pelo menos uma vez por mês. As expectativas costumam ser diferentes entre os moradores. O projeto pode aliviar esses atritos: um sistema claro que todos entendem, armários fechados nos espaços comuns e, para cada um, um espaço próprio onde vale a sua ordem.
Um bom armazenamento não exige esforço: ele torna o gesto certo mais fácil do que o errado.
Nosso método para uma organização que dura
- Observar seus hábitos antes de desenhar: o que fica fora do lugar, onde e por quê.
- Guardar pela frequência de uso, do diário ao sazonal.
- Aproveitar cada volume com mobiliário sob medida: nichos, telhados inclinados, embaixo da escada, altura total do pé-direito.
- Equilibrar fechado e aberto: fechar o que pesa no olhar, expor o que dá prazer.
- Iluminar os armários para ver e encontrar sem procurar.
Perguntas frequentes
Quanto custa um closet ou armário sob medida?
Depende das dimensões, dos materiais e dos acessórios internos. Para ter uma ideia dos nossos honorários, faça uma estimativa online em dois minutos, ou leia quanto custa um projeto de design de interiores na Suíça.
Dá para organizar melhor sem fazer obra?
Muitas vezes, sim. Reorganizar os ambientes, escolher móveis mais adequados e repensar onde cada coisa fica às vezes basta para transformar o dia a dia. Nosso serviço de decoração de interiores pode se concentrar nisso.
Como aproveitar melhor o espaço de um quarto pequeno?
Use a altura até o teto, escolha uma cama com gavetas ou baú, prefira portas de correr e uma escrivaninha suspensa. Em Lausanne, nosso projeto Petit Chêne mostra o que é possível num estúdio de 20 m².
Vocês fazem projeto de um único ambiente, como closet ou lavanderia?
Sim. Um closet, uma entrada, uma lavanderia ou um quarto de criança podem ser um projeto completo, como em Chardonne com o projeto Rouge.
Fonte: Estudo sobre a vida em casa 2026, realizado pelo instituto Sotomo com 2.410 pessoas residentes na Suíça, de 13 a 30 de abril de 2026. Números arredondados.
Quer uma casa onde cada coisa tem o seu lugar? Conheça nosso serviço de arquitetura de interiores ou fale conosco sobre o seu projeto.