
Sentir-se bem em casa: rituais, sofá e silêncio segundo uma pesquisa de 2026 na Suíça
Ritual de chegada, sofá, quarto, o som da casa: o que uma pesquisa de 2026 sobre os lares suíços revela sobre o bem-estar em casa, lido por uma arquiteta de interiores.
· 6 min de leitura
Fechar a porta, tirar os sapatos, voltar ao seu lugar no sofá. São gestos que parecem banais, mas dizem muito sobre o que uma casa deve oferecer. Uma pesquisa feita em 2026 com 2.410 pessoas na Suíça mediu cada um deles. Depois do nosso artigo sobre organização, esta é a segunda parte: o que nos faz sentir bem em casa e como a arquitetura de interiores pode reforçar isso.
A casa como refúgio
95% dos entrevistados gostam de estar em casa. Para muitos, passar pela porta é deixar para trás o ritmo e o estresse do dia. E esse bem-estar depende de coisas bem concretas: para 78% das pessoas, a ordem ou a bagunça influencia muito a forma como elas se sentem em casa.
É exatamente o campo da neuroarquitetura: entender como a luz, os materiais, o som e a organização de um espaço agem sobre o nosso humor, e projetar a partir disso.
O ritual de chegada: deixar a rua na porta
Ao chegar em casa, 92% das pessoas tiram os sapatos, 62% deixam as chaves no lugar, 54% trocam de roupa e 52% lavam as mãos. Nas grandes cidades, esse último gesto chega a três em cada quatro pessoas. O mundo lá fora não passa da porta. Só 6% guardam o celular de propósito para se desconectar.
A entrada pode acompanhar essa transição. Um banco e uma sapateira fechada, um armário para as roupas “da rua”, um lavabo por perto quando a planta permite e um ponto de recarga na entrada em vez da sala: o celular fica na porta, e a noite começa de verdade.


O sofá, coração da casa
Para 80% das pessoas, é no sofá que se relaxa e se passa mais tempo, bem à frente da varanda (40%), do jardim (30%) ou da cama (25%). O sofá é tão acolhedor que uma pessoa em cada quatro adormece nele sem querer pelo menos uma vez por semana, e um terço dos maiores de 55 anos também.
Por isso ele merece atenção: voltado para a luz ou para a vista, com as costas protegidas em vez de no meio da passagem, um assento fundo o suficiente, um abajur para a noite, uma mesinha ao alcance da mão e tecidos macios. São esses detalhes que transformam uma sala bem mobiliada numa sala onde dá vontade de ficar.

Renata Koglin apresenta a RK Interiors e a sua visão: casas pensadas para o bem-estar de quem vive nelas.
Do lado de fora também é casa
Varanda, terraço e jardim vêm logo depois do sofá entre os lugares preferidos para relaxar. Um espaço externo deve ser projetado como um ambiente completo: piso agradável, móveis confortáveis, sombra, plantas e uma iluminação suave para aproveitar à noite. Materiais e cores que conversam com o interior ampliam a sensação de espaço.

O quarto, uma fronteira a respeitar
Para muitos, o verdadeiro desligamento não acontece na porta de entrada, mas na beira da cama. Só uma pessoa em cada dez costuma sentar ou deitar na cama com a roupa da rua, e para quase seis em cada dez isso está fora de questão. Os mais jovens são mais flexíveis: um quarto das pessoas de 18 a 35 anos faz isso com frequência.
Essa fronteira mostra uma coisa: o quarto é um santuário. Nós o projetamos assim, com uma luz quente e gradual que acompanha o ritmo do dia, materiais macios, boa blecaute, poucos objetos à vista e um lugar previsto para as roupas já usadas, para que a famosa cadeira não se instale ao pé da cama.


O som da casa
Calma, sim, mas não necessariamente silêncio: só 27% das pessoas preferem silêncio total. As outras gostam de um som de fundo: música (39%), rádio (34%), televisão (29%) ou podcast (15%). Na Suíça francesa, a música vem em primeiro (44%), a televisão em seguida (36%), e só uma pessoa em cada cinco busca silêncio total.
O conforto acústico se resolve desde o projeto. Tapetes, cortinas encorpadas, estantes e painéis de madeira absorvem o barulho, caixas de som embutidas tocam música sem ocupar espaço, e alguns cantos tranquilos, um escritório ou um canto de leitura, deixam cada um escolher o seu ambiente. Para a televisão, é melhor um móvel que a integre do que uma tela que domina a sala.

Sair com a cabeça tranquila
A saída também tem seu ritual: 93% trancam a porta, 85% apagam todas as luzes, 36% olham a previsão do tempo e quase uma pessoa em cada cinco confere o fogão. Um cenário de iluminação “saída” que apaga tudo com um só gesto e um armário perto da porta para guarda-chuvas e casacos da estação, e a casa dorme tão fácil quanto acorda.
O que levamos disso para os seus projetos
- Cuidar da entrada, o primeiro e o último lugar do dia.
- Posicionar o sofá com intenção: luz, vista, proteção, conforto.
- Fazer do quarto um santuário, calmo e sem objetos do dia a dia.
- Pensar na acústica tanto quanto na estética.
- Adaptar a luz ao ritmo do dia, da manhã à noite.
Perguntas frequentes
Como deixar uma sala mais tranquila?
Comece pela luz e pela posição do sofá, depois diminua os objetos à vista e acrescente tecidos naturais. Uma iluminação de ambiente com vários pontos, em vez de uma única luz no teto, já muda muito. Nosso serviço de decoração de interiores pode acompanhar você ambiente por ambiente.
Dá para melhorar a acústica sem obra?
Em grande parte, sim: tapetes, cortinas, almofadas, estantes cheias e móveis de madeira absorvem boa parte do barulho. Para ir além, painéis acústicos ou mobiliário sob medida podem entrar no projeto.
O que a neuroarquitetura traz na prática?
Ela parte da forma como o nosso cérebro percebe o espaço para escolher luz, cores, materiais e a organização dos ambientes. O objetivo é simples: uma casa que ajuda a descansar, a se concentrar e a se reencontrar. Conheça nossa abordagem.
Como começar um projeto com a RK Interiors?
Faça uma estimativa online dos nossos honorários em dois minutos, ou escreva para nós: a Renata responde pessoalmente.
Fonte: pesquisa com 2.410 pessoas residentes na Suíça, de 13 a 30 de abril de 2026. Números arredondados.
Quer uma casa que faça bem a você? Conheça nosso serviço de arquitetura de interiores, leia nosso artigo sobre organização e bem-estar ou fale conosco sobre o seu projeto.